14
Jan
2019

A hora certa de se trocar um pneu costuma ser uma dúvida comum para jovens motoristas, e até os usuários mais experientes vez ou outra apresentam certa confusão. Segundo o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), a má conservação do veículo é infração grave passível de multa, e trafegar com um pneu careca resulta também na falta de segurança, uma vez que a frenagem, a aderência e o controle sobre o veículo são alterados. Pensando nestes fatores, o Blog da Block Box traz dicas simples de como avaliar seu pneu.


O que é TWI?

O primeiro item da lista se refere ao Tread Wear Indicator (TWI), um dos principais indicadores de desgaste de pneus. O TWI consiste em linhas entre os sulcos da banda de rodagem para indicar o limite máximo de desgaste dos pneus: a profundidade deve ser, no mínimo, de 1,6 mm. Quando a banda de rodagem atinge este parâmetro, o veículo está desobedecendo ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito), conforme Resolução nº 558/80.


Siga o rodízio de pneus conforme manual

O procedimento de rodízio é realizado no intuito de desgastar os pneus de forma mais uniforme, considerando suas respectivas durabilidades e conservando características de frenagem e estabilidade. A forma mais conhecida de rodízio é a paralela, que troca os pneus de trás pelos da frente e vice-versa. Outra forma que pode aumentar a vida útil dos pneus é o rodízio em “X”, que funciona conforme imagem abaixo:


Rodízio de pneus em X


Departament of Transportation (DOT)

Porém, nem sempre o desgaste é visível. Mesmo que o TWI esteja na profundidade adequada e o rodízio seja feito regularmente, é necessário atentar-se a data de fabricação e a validade dos pneus, que são indicados pelo DOT.

Para verificar, é muito simples: basta encontrar a sigla “DOT” na lateral do pneu. As iniciais são seguidas da semana e do ano de fabricação. A validade será, em todos os casos, cinco anos a contar da data observada. Por exemplo, caso se note “DOT – 3616”, o pneu foi fabricado na 36ª semana de 2016.


Verifique calibragem, suspensão e balanceamento

Seguindo o padrão de conservação, é importante se atentar a estes três fatores para que a durabilidade do pneu não seja comprometida.

Primeiramente, a calibragem não só influencia na duração dos pneus, mas também na economia de combustível. A baixa pressão nos pneus resulta em uma direção mais pesada, o que aumenta diretamente o consumo. Já quando a pressão é alta demais, há menos estabilidade em curvas, o que é um risco para a segurança do piloto e passageiros. A forma mais recomendada para encontrar a pressão correta é seguir as instruções informadas no manual do veículo, e manter uma frequência de calibragem, geralmente mensal.

Responsável por toda a estrutura do veículo, a suspensão tem como cerne a estabilidade. Ou seja, não há pneu novo que resolva um problema na suspensão. A atenção a este item é crucial, já que influencia diretamente nos pneus e seus desgastes.

O balanceamento e alinhamento são os últimos, porém igualmente importantes. Devem ser realizados regularmente a cada dez mil quilômetros, e evitam problemas como direção “puxando” para algum lado, vibrações causadas pelo desbalanceamento, instabilidade e, obviamente, desgaste de pneu.


O excesso de carga é inimigo

A esta altura parece óbvio, mas é importantíssimo salientar o quão perigoso para a saúde dos pneus é a sobrecarga. O excesso de bagagem frequente exige muito não só da suspensão do veículo, mas também dos pneus, que acabam tendo menos tempo útil, fazendo com que o motorista desembolse dinheiro antes do que deveria.

Cuidar bem dos pneus é uma das partes mais importantes para a conservação do seu automóvel, siga as dicas do nosso post, do manual do veículo e o mais importante: permaneça atento enquanto dirige! Ao sinal de qualquer irregularidade, seja nos pneus ou nos demais componentes, procure assistência profissional.